Sinopse
Com alguma frequência surgem na escola situações de violência entre os jovens.
Não sendo novo, o fenómeno é motivo de preocupação para alunos, pais, professores, profissionais de saúde e comunidade em geral, pelas consequências e efeitos negativos que estes comportamentos trazem para o desenvolvimento e saúde mental dos jovens.
Todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivo evidente, adoptadas por um ou mais estudantes contra outros, causando dor e angústia, constituindo uma relação desigual de poder, são consideradas bullying. Logo, os actos repetidos entre pares e o desequilíbrio de poder são factores determinantes na intimidação da vítima.
Alheio a este fenómeno não estará a diversidade social e cultural, assente em raízes étnicas, religiosas, linguísticas ou mesmo geográficas da sociedade actual e da qual a escola é o seu protótipo, podendo, por isso, constituir-se como uma fonte de pressão e desequilíbrio no ambiente escolar.
Mais recentemente tem vindo a lume uma nova forma de bullying: o cyberbullying, cuja forma de agressão se manifesta utilizando os meios electrónicos e digitais.
Associada a esta problemática surge a noção de conflito. Este, geralmente percepcionado como comportamento disruptivo pode, de facto, ser encarado como uma oportunidade de aprendizagem numa perspectiva construtivista de formação pessoal e social.
Os fenómeno de bullying e do próprio são entendidos como problemas sociais, das escolas e das próprias políticas educativas, daí a relevância do seu estudo em contexto escolar.
Apresentação das tarefas propostas e respectivos objectivos
Tarefas | Estudo individual
Trabalho em grupo
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Objectivos | · Explorar os princípios básicos para a intervenção no conflito; · Entender o conceito de Bullying e suas implicações nas dinâmicas relacionais na escola e em contextos de trabalho. |
Trabalhos realizados no âmbito do tema
Trabalho de grupo - Equipa C
CONFLITO E INTERVENÇÃO
Estrutura:
· ÍNDICE
Cyberbullying
"Na actualidade, a cibercultura faz parte vida das crianças e jovens. O acesso a telemóveis e a computadores está massificado. As mensagens, a internet, os fóruns, os chats, as redes sociais,… fazem parte da vida diária de quase todos os alunos. Surgiu, assim um novo tipo de bullying: o ciberbullying. Este tipo de agressão pode ocorrer em complemento do bullying, ou como uma forma alternativa. As agressões surgem através dos meios electrónicos e digitais, manifestando-se, entre outras formas, por mensagens difamatórias ou e-mails ameaçadores. Este tipo de agressão torna-se muito poderoso e mantém no anonimato os agressores, o que pode aumentar a crueldade e dificultar a intervenção."
in Trabalho de Grupo, Equipa C, MAGE, 2011
Este tipo de violência provoca no jovem vítima um sentimento de humilhação e insegurança, como se constata na visualização deste pequeno apontamento:
Violência e Bullying
Daniel Sampaio, numa entrevista publicado em 10 de Abril de 2010 no jornal i, defende que faz parte do crescimento lidar com as dificuldades. Mas alerta: “Há uma diferença entre um comportamento que pode ser episodicamente violento - que até é saudável, porque é importante que as pessoas aprendam a desembaraçar-se - e um comportamento de humilhação e provocação sistemático.”
Perante a defesa por parte de alguns que ‘superar situações de provocação pode fazer da vítima um adulto mais forte’, este reconhecido psiquiatra refere que “ isso tem a ver com o perfil da vítima. Há quem saiba reagir e quem se vitimize: pessoas depressivas, inseguras. Mas os agressores também precisam de ajuda. É errado pensar que o problema se resolve punindo os agressores.”
(Entrevisa integral em: http://www.ionline.pt/conteudo/54730-daniel-sampaio-ninguem-se-suicida-so-ser-vitima-bullying)
Conflito e Aprendizagem
prendizagem
O conflito existe em todas as organizações e não tem que ser encarado negativamente. De facto, pode ser uma excelente oportunidade de abordagem à realidade sob perspectivas diferentes, favorecendo a comunicação, a partilha de diferentes opiniões, pontos de vista e valores e, até, a coesão do grupo, assumindo-se, assim, numa perspectiva construtivista de formação pessoal e social.
A forma como se lida com o conflito pode gerar comportamentos e reacções adversas. Gerir conflitos é, por isso, de extrema importância porque envolve a escolha e implementação das estratégias mais adequadas a cada situação, sendo que nunca deve ser descurado o quadro teórico que permite esclarecer o tipo e o nível de conflito que se tem em presença e do qual se pretende tirar o melhor partido.
Nas organizações percepcionamos, sobretudo, conflitos hierárquicos, onde se colocam em jogo as relações com a autoridade existente e os conflitos pessoais, no que diz respeito ao indivíduo, à sua maneira de ser, agir, falar e tomar decisões. Também podemos assistir a conflitos latentes, percepcionados, sentidos e manifestos. Podem, ainda, manifestar-se a diferentes níveis, desde o simples confronto de ideias à violência física e psicológica
A negociação e a mediação são dois processos possíveis na gestão de conflitos. Ambos pretendem a resolução do mesmo e que desta resulte uma experiência positiva para os directamente envolvidos. Ambos determinam que as emoções sejam controladas, que exista uma atitude assertiva (saber perguntar, focalizar o que é realmente importante) e uma escuta activa (saber ouvir). Em suma, a comunicação e o diálogo devem traduzir opções válidas e eficazes na resolução do conflito, gerando um clima propício à tomada de opções consensuais em que os ganhos e os benefícios sejam mútuos.
A mediação implica a existência de um elemento exterior ao conflito que deverá ser um facilitador na identificação e construção de alternativas. É, em geral, muito formal, pois implica um conjunto de procedimentos prévios à sessão de mediação propriamente dita.
Na negociação, as partes envolvidas tentam resolver o problema voluntariamente e pode ser efectivada de uma forma formal ou informal.
A resolução de conflitos nas organizações escolares deve ser sempre integrada num projecto abrangente escola- família-comunidade. Se a escola possuir um gabinete de mediação, com um projecto participado e assumido pelos diferentes actores, poderá mais facilmente assumir o conflito como gerador de mudanças positivas, pois das situações de tensão e dos diferentes interesses em perspectiva, nascem oportunidades de crescimento e valoração mútuos. Não será por acaso que a sabedoria popular traduz a ideia de que “Da discussão nasce a luz…”
O papel do director, numa estratégia global de gestão e mediação de conflitos na escola, é de suprema e essencial importância. São, de facto, as lideranças activas e comprometidas com os valores e projectos das organizações que dirigem, quem estará em melhores condições de motivar, gerar comportamentos para uma organização de sucesso. O director deve assumir o seu papel de líder e criar condições para que os recursos de que dispõe, nomeadamente os humanos, se sintam parte integrante e integradora da resolução dos conflitos. Um líder empenhado e comprometido gera, com certeza, confiança e esta será o primeiro passo para a pacificação na organização.
HÁ ESCOLAS QUE SÃO GAIOLAS E
HÁ ESCOLAS QUE SÃO ASAS
E se a escola existe pelos alunos, então teremos que pensar para eles:
um projecto de autonomia ou uma escola que favorece a autonomia?
O trabalho que se apresenta foi desenvovido e realizado por um grupo de alunos de Inglês de 12º Ano, no âmbito da disciplina de Inglês. Os alunos foram convidados a reflectir sobre a violência na escola e na sociedade em geral. Optaram, depois, por fazer uma apresentação oral aos colegas, tendo como suporte:… porque acreditamos na dimensão formativa da escola.
… porque ‘conhecer’ é ter opções.
… porque crescer é ‘fazer escolhas, medir os riscos’.